Ela viajou o país inteiro falando para pais e jovens

Era 1839 quando Sarepta Irish nasceu no norte dos Estados Unidos. O pai dela era um missionário que a ensinava a ler usando uma Bíblia que a garotinha havia ganho de sua avó. Infelizmente, o mesmo carinho ela não tinha da mãe, Mary, que lutava para vencer os seus próprios traumas da guerra.

Desde cedo, Sarepta já demonstrava talento para a escrita de poemas, mas sua mãe nunca a elogiou por isso; ao contrário do pai, de quem ela recebia aprovação. Ele sentia tanto orgulho que levava os textos escritos pela filha para serem publicados em revistas religiosas.

Na juventude, Sarepta foi estudar em um internato, mas logo precisou retornar para cuidar do pai, que enfrentava problemas de saúde. Logo que o pai morreu e, por não ter conexão com a mãe, ela foi novamente para outra escola, onde foi acolhida por um casal, que a tratava como filha.

Foi aí que ela começou a desejar se tornar uma missionária, objetivo que a acompanhou também após se casar com James Henry, que era um poeta e professor. Durante os primeiros anos de casamento, incentivada pelo esposo, Sarepta escreveu seu primeiro livro, mas precisou esperar, já que seu esposo foi convocado para a guerra.

Em 1856, a presença de oficiais do Exército na porta de casa trouxe a Sarepta uma das piores notícias de sua vida. James retornaria em poucos dias, gravemente ferido e tetraplégico.

Durante cerca de 4 anos, ela cuidou do esposo, até que ele faleceu, deixando-a viúva com três filhos. Para cuidar das crianças, Sarepta começou a dar aulas e a escrever e foi desta forma que ela sustentou a família.

Com a chegada da juventude dos filhos, Sarepta estava cada vez mais atenta aos perigos que rondavam a juventude: o alcoolismo, sem dúvida, era um grande problema da época. Arthur, o filho caçula de Sarepta, começou a se envolver com más companhias, frequentar bares e isso fez com que ela decidisse que era hora de fazer algo que alcançasse não apenas seu filho, mas cada jovem americano.

Conversou com outras mulheres e, juntas, formaram a União de Temperança das Mulheres Cristãs (UTMC) e começou uma jornada para incentivar os bons costumes em todo o país.

Ela nunca havia falado em público, mas rapidamente começou a ser convidada para palestrar em vários locais e também escrever artigos a este respeito. Ela só queria ser escritora, mas os convites vinham de toda a parte.

A palestra intitulada “Quanto vale um garoto?” emocionou pais e políticos, quando ela enfatizava os conceitos bíblicos e a relevância da família sobre o prisma cristão. Devido a sobrecarga de trabalho, Sarepta adoeceu e foi enviada para o Sanatório de Battle Creek, fundado e administrado pelos adventistas do sétimo dia. Por causa desse convívio, em 1896, ela foi batizada.

Agora, integrante da Igreja Adventista do Sétimo Dia, ela fundou o Ministério da Mulher, usando toda a experiencia adquirida nos anos de trabalho à frente da UTMC. Sarepta faleceu em 1900, deixando as mulheres preparadas para darem continuidade a esse legado de fé e auxílio à comunidade.